Fintech & Varejo
Produto 2024
Crypto Checkout Zona Sul

Checkout Cripto no Varejo

A Transfero já tinha a infraestrutura. O contrato com a Zona Sul rede de supermercados mais tradicional do Rio era a prova de que o produto precisava escalar. Analisei o que era necessário para atender três canais de venda de forma incremental: PDV do caixa, autoatendimento e e-commerce VTEX.

PRODUCT MANAGER & DESIGNER OMNICHANNEL VTEX STABLECOINS
3
canais de venda integrados
<30s
meta de tempo no PDV
5+
stablecoins aceitas
POS Main
POS Coin Selection
POS QR Code

O Crypto Checkout da Transfero já existia como infraestrutura para quebrar a barreira entre moedas permitindo que pequenos comerciantes aceitassem stablecoins sem precisar entender cripto. O contrato fechado com o Zona Sul mudou o tamanho do problema: agora era necessário escalar para uma rede de supermercados com múltiplos canais, operadores de caixa sem conhecimento técnico e clientes em fila esperando.

PM

Analisei o que precisava ser adaptado para atender os três canais de forma incremental priorizando o PDV do caixa como ponto de maior volume e maior atrito, e definindo o fluxo mínimo viável por canal antes de iterar com feedback da Zona Sul.

Product Designer

Desenhei os fluxos de cada canal considerando os perfis de operador distintos: o caixa que não pode travar a fila, o cliente de autoatendimento que precisa de autonomia, e o comprador online que precisa de confiança.

O mesmo produto precisava funcionar em contextos radicalmente diferentes. A análise de canais foi o ponto de partida para definir o que adaptar e em qual ordem entregar.

Fase 1 Prioridade
App do Caixa (Mobile)
O operador é o intermediário entre o cliente e o sistema. Não conhece cripto, não pode errar e não pode demorar há uma fila esperando. O fluxo precisa ser tão direto que o operador execute sem pensar.
Velocidade + Simplicidade
Fase 2
E-commerce VTEX
O cliente está no conforto de casa, tem tempo e mais atenção. A barreira aqui não é velocidade é confiança. Integrar o cripto como método de pagamento legítimo ao lado de Pix e cartão remove a estranheza.
Confiança + Familiaridade
Fase 3
PDV de Autoatendimento
O cliente opera sozinho. Tem mais tempo, mas precisa de orientação clara em cada passo principalmente na escolha da moeda e da rede, que são conceitos não triviais para quem usa cripto raramente.
Clareza + Autonomia

Abordagem incremental

O app do caixa foi priorizado por ser o canal de maior volume. Cada iteração com feedback real da Zona Sul informava os ajustes necessários antes de avançar para o autoatendimento e e-commerce.

Roadmap: Integração Nativa

Criamos materiais de treinamento para os operadores, mas a alta rotatividade do time de frente tornou o modelo insustentável. A dependência de um hardware extra (celular) também gerou atritos como baterias descarregadas ou aparelhos guardados por segurança. A integração direta com o software de PDV da rede é o próximo passo para eliminar o treinamento constante e garantir disponibilidade total.

A principal decisão de design do PDV foi que o operador de caixa nunca vê cripto ele só vê BRL. É ele quem digita o valor da compra em reais, e o sistema faz toda a conversão em segundo plano. O operador vira um facilitador: pergunta ao cliente qual moeda e qual rede, seleciona a resposta, e gera o QR. Tudo em menos de 30 segundos.

Velocidade
Fila de supermercado não espera. Um fluxo lento gera pressão no operador e abandono do pagamento. Cada tela tem uma única ação.
Entrada em BRL + seleções sequenciais únicas + QR gerado em 1 toque
Simplicidade
O operador de caixa não conhece a diferença entre USDT na Solana e USDT na Polygon. O design não pode exigir que ele entenda, só que ele repasse a pergunta ao cliente.
Telas de seleção com linguagem de pergunta direta: "Pergunte ao cliente qual rede ele deseja"
Segurança
Dinheiro real em jogo. O cliente precisa confirmar o valor exato em cripto e a rede antes de qualquer transferência. Um erro de rede significa perda irreversível.
Tela de confirmação obrigatória com todos os dados + countdown de validade do QR

Alfabetização por Design

No varejo físico, cripto tem 30 segundos para parecer normal. Qualquer vocabulário técnico cria hesitação; hesitação cria abandono. A estratégia não foi simplificar os conceitos: foi removê-los da experiência do usuário final.

Custódia Saldo no app

"Not your keys, not your coins. Guarde sua seed phrase."

O usuário viu

Saldo: R$ 2.450,00

O Transfero App é custodial. Sem chave privada, sem seed phrase. Para o cliente do supermercado: o mesmo saldo de qualquer banco digital.

Gas Fee Taxa zero

"Taxa variável em ETH. Às vezes maior que o valor enviado."

O usuário viu

Taxa: R$ 0,00

Pagamentos via Transfero App são off-chain: taxa zero. Para carteiras externas, a fee aparece em BRL antes da confirmação. Nunca uma surpresa depois da transferência.

KYC Longe do caixa

"CPF, selfie, comprovante de residência. Aguarde aprovação em até 3 dias."

O que não apareceu

Nenhuma tela de verificação no checkout

O KYC acontece no onboarding do Transfero App, antes do primeiro uso. Na fila da Zona Sul, o cliente já chega verificado. A tela de checkout nunca pede um documento.

Rede Blockchain Delegada ao cliente

"Solana, Polygon, Tron, BSC? Rede errada = perda irreversível."

Instrução na tela do operador

"Pergunte ao cliente qual rede ele quer usar"

A decisão de rede foi delegada: o operador pergunta, o cliente responde a partir da sua própria carteira. A confirmação exibe a rede em destaque para validação. Via Transfero App, a etapa desaparece completamente.

Volatilidade BRL do início ao fim

"O preço muda a qualquer segundo. Você sabe quanto vai pagar?"

O usuário viu

R$ 89,90 · válido por 30s

O operador digita em BRL. O sistema converte em cripto em tempo real. O countdown comunica que a janela de pagamento é temporária sem usar o termo "cotação" em nenhum momento.

Design para o não-técnico

O cliente da Zona Sul completou pagamentos em cripto sem saber o que é blockchain, gas fee ou seed phrase. Esse é o padrão que toda fintech de massa precisa atingir: a tecnologia tem que ser invisível para o próximo bilhão de usuários.

Fluxo PDV Visão do Operador de Caixa

Tela de entrada de valor
1. Valor em BRL Operador digita o valor da compra em reais. Nunca em cripto.
Seleção do método
2. Método de pagamento Transfero App, Binance Pay ou outros o operador pergunta ao cliente.
Seleção da moeda
3. Moeda cripto USDT, USDC, BRZ, Solana, EUROC o cliente escolhe, o operador seleciona.
Seleção da rede
4. Rede blockchain Solana, Polygon, Tron, BSC o cliente informa a carteira, o operador seleciona.
Confirmação
5. Confirmação Cliente confere valor em BRL, equivalente em cripto, rede e countdown de validade.
QR Code
6. QR Code Cliente escaneia com sua carteira. Timer visível reforça urgência sem pressão.
Oportunidade de Cross-sell

Transfero App elimina uma etapa inteira

Quando o cliente usa o Transfero App, a transação vai offchain, entre carteiras Transfero, sem precisar escolher rede blockchain nem pagar gas fee. A etapa mais técnica do fluxo desaparece. O operador de caixa tem um gancho natural para recomendar o download caso o cliente ainda não use o app, reduzindo o próximo pagamento a um fluxo ainda mais direto.

Fluxo padrão

1
Valor em BRL
2
Método de pagamento
3
Moeda cripto
4
Rede blockchain atrito
5
Confirmação
6
QR Code

Com Transfero App

1
Valor em BRL
2
Método de pagamento
3
Moeda cripto
4
Rede blockchain
4
Confirmação
5
QR Code
Sem gas fee Offchain -1 etapa
Prova de Conceito

A jornada simplificada na prática

Neste vídeo oficial da Transfero, é possível ver a execução real do checkout no PDV da Zona Sul. A abstração total da complexidade da blockchain permite que o pagamento seja concluído em segundos, com a mesma fluidez de um cartão ou Pix.

Ver execução em campo

Checkout Web VTEX

No e-commerce, o desafio era diferente: integrar o cripto como método legítimo sem parecer experimental. A opção aparece ao lado de Pix e cartão, com o mesmo padrão visual do checkout da Zona Sul. O cliente seleciona a moeda, escolhe o método de pagamento e é direcionado para a confirmação.

Checkout Zona Sul: seleção cripto

1. Entrada: Opção "Cripto" integrada como método de pagamento no checkout da rede.

Checkout web: seleção de moeda

2. Seleção: Ambiente seguro Transfero para escolha da moeda cripto.

Checkout web: método selecionado

3. Confirmação: Revisão final dos dados e taxa zero via Transfero App.

O lançamento do Crypto Checkout na Zona Sul gerou cobertura ampla na mídia nacional, posicionando a Transfero e a rede como pioneiras na adoção de stablecoins no varejo alimentar brasileiro. A abordagem incremental permitiu entrar em operação rapidamente, com o PDV do caixa funcionando antes mesmo de todos os canais estarem prontos.

Globo + Valor
cobertura na mídia no lançamento
3
canais de venda integrados
5+
stablecoins aceitas em múltiplas redes

Cobertura na mídia

Fintech move quase US$ 2 bi em criptomoedas - Veja
Veja veja.abril.com.br

Fintech move quase US$ 2 bi em criptomoedas e firma parceria com Zona Sul

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Valor Econômico
Valor Econômico valor.globo.com

Supermercado Zona Sul do RJ começa a aceitar criptomoedas como pagamento

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Aprendizado

O maior insight do projeto foi que tornar cripto acessível em varejo físico não exige educar o operador sobre blockchain exige remover a blockchain da visão dele completamente. O operador de caixa opera em BRL do começo ao fim. O sistema faz o resto.

Vamos fazer algo incrível juntos?

Comece dizendo oi.
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